De Madrid a Zaragoza via 'Budapeste'
Aproveitei três horas e meia das quatro e meia que dura a viagem entre Madrid e Zaragoza para ler 'Budapeste', a última aventura de Chico Buarque pela literatura. Como praticamente tudo que o Chico toca, o livro é, de modo geral, mediano a bom; e ainda assim há alguma coisa quando você acaba que o convence de que aquilo é fantástico. É algo étereo, que quase não se percebe, e no entanto está lá. Bem à moda do Sr. Buarque. Aos que ainda não o leram, recomendo. Especialmente ao pessoal da Letras, pois trata de algo bastante relevante: ghost writers. Às últimas, então:
ANEDOTA Nº 1 - ALIENAÇĀO
Depois de um dia e meio na Espanha, vim saber através da voz preocupada de minha irmā que ainda está em Porto Alegre:
-''Vocês estāo bem? Doze tornados acabaram de passar pela Espanha, o aeroporto de Barcelona ficou 14 horas fechado!''
Conclusāo: Bem que eu avisei à minha māe para nāo trazer o Catarina na mala; só podia dar excesso de bagagem.
ANEDOTA Nº 2 - NO ÔNIBUS
Compramos a passagem de ônibus na Estaçāo Álvaro Mendes, dez minutos antes de embarcarmos, e notei um cartaz que dizia 'protectores auriculares - €1,00' . Estranhei ainda mais quando, uma vez à bordo, vi ao lado do banheiro uma slot machine vendendo os mesmos tapa-ouvidos pelo mesmo €1,00. Logo que a viagem começa, porém, uma rumba de procedência duvidosa tocada pelo som do motorista no último volume me convence: sāo mesmo necessários as tais proteções.
Conclusão: Diferente dos portugueses do último post, são bem espertinhos, esses espanhóis.
ANEDOTA Nº 3 - GLOBALIZAÇĀO
Chegamos a Zaragoza. A cidade é linda, contrastando catedrais gigantescas de 900 anos com Burger Kings metidos em ruelas estreitas, em casinhas com ar medieval. A máxima da globalizaçāo me ocorreu, porém, quando entrei em um Pub inglês para tomar uma cerveja holandesa que me haviam recomendado em plena Espanha e eu, perdido em pensamentos e cansaço, sou subitamente despertado por uma Aquarela executada com perfeiçāo pelo mestre Toquinho e pelo velho Vini no som do local. E, de pronto, estou novamente em casa, a desenhar (...)''navios de partida/com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida''.
Conclusāo: Um brinde à globalizaçāo (nāo falei que ia continuar achando razões para beber por aqui...?). :)
ANEDOTA Nº 1 - ALIENAÇĀO
Depois de um dia e meio na Espanha, vim saber através da voz preocupada de minha irmā que ainda está em Porto Alegre:
-''Vocês estāo bem? Doze tornados acabaram de passar pela Espanha, o aeroporto de Barcelona ficou 14 horas fechado!''
Conclusāo: Bem que eu avisei à minha māe para nāo trazer o Catarina na mala; só podia dar excesso de bagagem.
ANEDOTA Nº 2 - NO ÔNIBUS
Compramos a passagem de ônibus na Estaçāo Álvaro Mendes, dez minutos antes de embarcarmos, e notei um cartaz que dizia 'protectores auriculares - €1,00' . Estranhei ainda mais quando, uma vez à bordo, vi ao lado do banheiro uma slot machine vendendo os mesmos tapa-ouvidos pelo mesmo €1,00. Logo que a viagem começa, porém, uma rumba de procedência duvidosa tocada pelo som do motorista no último volume me convence: sāo mesmo necessários as tais proteções.
Conclusão: Diferente dos portugueses do último post, são bem espertinhos, esses espanhóis.
ANEDOTA Nº 3 - GLOBALIZAÇĀO
Chegamos a Zaragoza. A cidade é linda, contrastando catedrais gigantescas de 900 anos com Burger Kings metidos em ruelas estreitas, em casinhas com ar medieval. A máxima da globalizaçāo me ocorreu, porém, quando entrei em um Pub inglês para tomar uma cerveja holandesa que me haviam recomendado em plena Espanha e eu, perdido em pensamentos e cansaço, sou subitamente despertado por uma Aquarela executada com perfeiçāo pelo mestre Toquinho e pelo velho Vini no som do local. E, de pronto, estou novamente em casa, a desenhar (...)''navios de partida/com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida''.
Conclusāo: Um brinde à globalizaçāo (nāo falei que ia continuar achando razões para beber por aqui...?). :)

2 Comments:
Muita coincidência tu falar justamente no Budapeste. Hoje eu tava pensando em enviar pra um amigo umas MP3 de uma banda punk húngara que descobri um tempo atrás e, por óbvia associação mental, lembrei do livro, e lembrei do melhor trecho, no baile, quando ele conta pra mulher que foi ele quem escreveu o livro. Aquela cena ali ultrapassa qualquer adjetivinho que tu usou pra falar do livro. Não sou chicomaníaca, mas aquela parte merece nenhum adjetivo mais brando do que "genial". Lê de novo e depois me diz. Beijos.
PS: Ah, hoje é aniversário do Maurício, manda um hello pra ele. ;)
Bah, Fabinho, muito afu tuas anedotas, hehe! Me arrependo de nao ter mantido um diario de viagem, porque o que mais acontece eh quadrinhos quando nao estamos nos nossos mundinhos, hehe!
Saudades...
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